sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Aquele dia.

Não sei exatamente o que dizer de Joe Bass, as únicas lembranças que tenho dele são as piores possíveis, se não por experiência própria era via reclamação de amigas. 
- Quem, o Joe fez isso com você?
- Não é um absurdo?
- Ô!
 
A partir daí formou-se um clube de meninas que o odiavam, mas não era necessariamente ódio, como diz (X)Osho: "- em relações amorosas, não existe amor sem ódio"  e Joe, como grande discípulo(X)oshênico, seguia isso à risca. Metade das meninas odiavam porque tinham saído com ele e a outra metade odiava porque não tinham saído com ele e eu estava exatamente nesta parte. Como eu detestava o Joe por causa disso!

O primeiro encontro.

Foram diversos encontros mal sucedidos, mas o primeiro deles, aquele que nos conhecemos, foi na Serra da Cantareira, em uma festa do Marco Aurélio (Jesus me Chicoteia!) , na hora de ir embora, Joe gentilmente ofereceu uma carona para nós, um morava na Zona Sul e o outro na Zona leste e ele em Campinas, e ele já sabia que teria que rodar MUITO pra chegar em cada lugar, só não sabia duas coisas:
1. Que eu não sabia chegar no meu destino.
2. Que eu não ia ficar com ele.

- Como assim você não sabe chegar na casa da sua mãe?
- Não sabendo oras.
- É antes ou depois do autódromo?
- Não sei. 
- Sabe o nome da rua?
- Não!
- Lembra onde é?
- Vagamente.

Foi uma madrugada interessante rodando pelas ruas de Interlagos, tentando achar a casa da minha mãe, indo e voltando pelas avenidas, o Joe com medo de ser metralhado por algum esquadrão da Zona Sul, reclamando do meu não senso de direção, até que por fim e milagre, encontrei a casa dela. 
- Poxa Joe, muito obrigada hein?
Dei um beijo no rosto dele, beijei o outro na boca e saí do carro. 

 O Último encontro. 

- Vou até Aparecida de bicicleta e quero passar pela sua casa. 
Pra quem não sabe, eu moro em Pindamonhangaba e ele , em uma de suas aventuras, resolveu descansar aqui na cidade em sua perigrinação à Aparecida. 
- É a minha chance!
Foi isso que pensei quando Joe resolveu passar por aqui depois de tantos encontros mal sucedidos, eu sabia que dessa vez, no meu território, Joe Bass não escaparia dos meus encantos. 
- Vou chegar por volta das 19:00h. 
- Ótimo.

Passei o dia no salão de beleza, comprei perfume novo, roupa nova, tudo novo.
Marquei encontro em uma cantina italiana pra tomarmos um bom vinho próximo onde ele estaria hospedado pra não cansá-lo muito, a noite precisava ser perfeita e como vocês sabem, toda mulher cria sempre um cenário de romantismo.

Encontrar o Joe finalmente sozinho, sem várias mulheres ao redor dele era a minha oportunidade única de fazer a diferença. 

O jantar foi ótimo, rimos muito, ele me contou das aventuras dele, descobriu que quase todos os meus amigos eu tinha conhecido pela internet e eu ansiosíssima por uma palavra romântica  da parte dele, e nada. Mas estava ótimo, a companhia dele era sempre muito agradável. 
Até que antes de sairmos da cantina ele pegou na minha mão (meu coração disparou, o ar faltou, o tempo parou, os olhos brilharam) e ele disse:

- Seguinte, tô todo assado, cheio de hipoglós no meio das pernas e pra fazer um boquete vai ter que dar uma limpadinha.

Naquele instante percebi que ele nunca tinha esquecido aquele dia em Interlagos e que por mais que eu tentasse, ele ia sempre se vingar. 
Fomos pra outro lugar e passamos a noite juntos, eu, ele e meu pai, bebendo num boteco qualquer.

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